Março desponta como um mês de celebração à alma sensível da humanidade. É nele que a poesia e o teatro são reverenciados, e foi também nele que o Brasil recebeu seu primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional, tecendo mais um fio de brilho na tapeçaria das artes.
A arte, espelho da psique humana, é mais do que um simples ornamento estético — é um murmúrio da alma, um sopro que dá forma ao indizível. Nela, símbolos e arquétipos dançam, emergindo das sombras do inconsciente para se tornarem luz. Criar é um ato sagrado, um rito de passagem onde emoções inomináveis encontram voz, onde o invisível se revela.
Nesse fluxo de criação, a arte se torna ponte entre o mundo consciente e os mistérios ocultos do ser. Através dela, desvelamos camadas de nós mesmos, compreendemos o outro e, de algum modo, tocamos o eterno. A arte nos convida à contemplação, ao espanto, à transformação silenciosa que se inscreve na alma sem que percebamos.
E é assim que, na expressão artística, encontramos os traços mais essenciais do humano — aqueles que nos unem, que nos recordam do belo, do sublime e do inexprimível que há em nós.
Parabéns a todos os artistas! Pois, como disse Jung, "a arte requer o homem inteiro".
Curadoria de conteúdo por Núcleo de Literatura e Cinema, coordenado por Joyce Werres, Psicóloga e Analista Junguiana - Professora e Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Psicologia Clínica Junguiana do IJRS em parceria com a FAMAQUI.