Celina, Antonieta, Myrthes e Maria Firmina são alguns dos nomes importantes da luta pelo direito ao voto.
Cada uma delas, direta e indiretamente contribuiu, uma vez que enquanto o movimento sufragista brasileiro, liderado em grande parte por mulheres brancas, urbanas e de classe média, reivindicava a cidadania política, as mulheres negras ainda lutavam pela cidadania básica: acesso à educação, ao trabalho digno, ao reconhecimento como pessoas plenas após a escravidão.
O momento histórico em que a mulher conquista o direito ao voto não é apenas uma virada política, é um ato arquetípico de individuação coletiva. Do ponto de vista da psique coletiva, a instituição do voto feminino inaugura uma nova etapa do mito civilizatório: o renascimento do feminino na cultura, a possibilidade de uma sociedade mais íntegra, onde Eros e Logos possam dialogar.
Contudo, esta data é bem mais do que celebração, é lembrar de nomes que hoje, há menos de 100 anos, seguem em busca de diretos e de ampliação de consciência.